Somos uma nação?

Tenho ouvido comentários a respeito de sermos ou não uma nação. Fiquei a pensar qual seria o significado real do que é ser uma nação, pois tenho ouvido falar, muito, sobre isso sem que o autor contextualizasse antes para expressar sua opinião a respeito. Antes de contextualizar para sabermos os requisitos básicos que conferem a um povo ou um país o status de nação, tenho necessidade de divagar a respeito de como é formada e como é usada a mente da espécie humana.

Sem sombra de dúvidas a mente humana possui, numa visão global, dois compartimentos distintos que o faz ser capaz de reter e processar informações obtidas ao longo da vida. Reter informações ou eventos ou variáveis é um desses dois compartimentos supra-citados. Algumas pessoas são capazes de reter maior ou menor quantidade de eventos ou variáveis que norteiam um determinado assunto. Alguns políticos demonstram esse compartimento mental quando conseguem lembrar do nome, de um seu eleitor, com quem interagiu um ou dois anos atrás. Em termos simplificados poderíamos dizer ser a capacidade de decorar coisas que viu ou ouviu a respeito de um mesmo assunto. Aqueles de menor capacidade retém a última informação, por pouco tempo, sem lembrar das demais. Os de maior capacidade retém a última e várias outras ouvidas anteriormente. Por se só já seria um grande diferencial ao longo da sua vida de interação social. Entretanto, para processar e obter juízo de valor a respeito de qualquer assunto em baila, precisa ser capaz de processar com velocidade adequada essas variáveis ou eventos.

Mas, porém, contudo, todavia, se tem uma dessas duas capacidades em sua pior condição, terá dificuldades para pensar e ou decidir a respeito das coisas que lhes são indispensáveis na vida. Em resumo: a sua liberdade ou seu livre arbítrio. Prefere delegar a terceiros o “norte” que guiará suas vidas.

Eu, particularmente, tenho um compartimento bem mais desenvolvido que o outro que me trouxe muitas dificuldades ao longo da vida e determinando uma grande necessidade de buscar atalhos ou pistas para não me perder. Tenho uma baixa capacidade de reter informações ou eventos ou variáveis, condições de contorno de um problema qualquer. Para compensar tenho uma capacidade extraordinária de processar as informações que retenho ou mantenho à mão usando de outros expedientes.

Entretanto, se as condições de contorno se repetem constantemente sou capaz de reter e processar para professar juízo de valor adequado sobre qualquer assunto. Na realidade esse aspecto é crucial na vida de todos nós, pois quando vamos tomar uma decisão e para que essa seja acertada precisamos de um número adequado de informações a respeito, sob pena de tomarmos decisões que irão nos causar prejuízos materiais e/ou imateriais. Quem tem o compartimento cerebral com capacidade para reter informações em condições inadequadas e se for um ser de pouca disciplina haverá momentos que tomadas de decisão, sem as devidas informações a respeito, o farão parecer uma pessoa de pouca inteligência para ser gentil conosco mesmo. Para esses a disciplina para buscar obter a informação ou esperar ajuntá-las é de natureza crucial para ter sucesso em suas decisões.

Então para ser capaz de emitir juízo de valor, sobre qualquer assunto, tem que ter a capacidade de reter a informação seja esta apresentada uma vez ou ser retida em uma outra memória qualquer – um arquivo de computador ou um caderno onde colocamos as informações escritas à mão são um exemplo de memórias alternativas – ou que esta informação lhe seja repetida várias vezes. Pessoas como eu, aqui no Brasil, tendem a buscar profissões que tenham como base a matemática. O inverso obriga a busca das profissões embasadas no português e/ou biologia. O resultado disso é que vemos pessoas da matemática com pouca capacidade de reter a informação ou profissionais da biologia ou português com grande capacidade de reter informações, mas com baixa capacidade de processá-las. Acredito que existam técnicas educacionais capazes de desenvolver os dois lados de forma harmônica.

Voltando ao assunto meta do post, somos obrigados a indagar quais condições indicam que um povo está organizado como nação. Tenho certeza de que, a primeira condição, é ter e falar uma mesma língua e que esta tenha estrutura suficientemente avançada para permitir comunicação de forma complexa. Alguém, de imediato, poderia dizer que temos essa condição atendida. Ledo engano! A globalização da comunicação, determinada pelas mídias sociais, trouxe à tona uma verdade dantes desconhecida. Escrevemos ou falamos uma mesma sentença, mas essa parece ter várias interpretações a depender da região onde está situada a pessoa que proferiu a sentença. Nessas mesmas mídias sociais encontramos um erro de grafia institucionalizado quando escrevemos “mais” quando queremos dizer, mas, contudo, porém, todavia. Chegamos ao absurdo de automatizar isso compactando a escrita substituindo o mais que deveria ser “mas” pelo de sinal de soma da aritmética (+).

Os diversos problemas de ordem cognitivas nos permitem dizer, de imediato, que não somos, ainda, uma nação constituída. Não tenho, ainda, um conjunto de informações que me permitam fazer juízo de valor a respeito disso – ainda não pesquisei no Google. Mas, gosto demais de correr riscos e vou me atrever a inseri a próxima condição que indicaria sermos um povo ajuntado numa nação constituída. Par tanto considero que esse ajuntamento deve ter um cabedal de normas que regulem a convivência dessa coletividade e, ao mesmo tempo, tenha pessoas devidamente treinadas e formadas para arbitrar, acusar ou defender com base nessas citadas normas representadas pelo código cível, penal, etc. O que vemos é esse segmento, indispensável para que um povo seja considerado como uma nação constituída, agir como um mundo de contradições quando agem sob coação da minoria detentora do poder econômico, pressões da esquerda ou direita no campo político, quando buscam constituir uma outra linguagem escrita e/ou falada exclusiva para o mundo do direito que, a mim parece, mais uma necessidade de esconder ou camuflar suas decisões da mesma forma que faz um aluno claudicante ao responder a prova com textos que mais parecem garranchos na busca de que o mestre enxergue, naquele emaranhado de coisa que deveria ser letras, a resposta correta a ser dada. A dubiedade é um imperativo no mundo do direito o que nos permite dizer que não somos uma nação constituída! Outro imperativo seria a existência de um poder moderador, legislador ou executor totalmente independentes entre si. Sonhar é preciso, viver não é preciso. Já vi o Caetano explicando isso, mas não retive a informação, então me arrisco a estar escrevendo bobagens…

Com certeza um conjunto de condições, ainda, insuficientes, mas adoro me arriscar e, em resumo exclamo: não somos uma nação constituída!

Após escrever esse texto fui ao Google pesquisar e, para não variar, encontro uma pérola no site da “brasilescola”: “Para sustentar o andamento de uma nação, sob o ponto de vista cultural, os cidadãos adotam os mesmos costumes, os mesmos padrões morais que regem o que é certo e o que é errado, uma mesma religião e os mesmos hábitos sociais.”[1]

Sob esse argumento fica claro que não somos uma nação. Mas o conteúdo nos leva a afirmar: há controvérsias! Uma mesma religião? Os mesmos padrões morais que regem o que é certo e o que é errado? O autor dessa perola é o Me. Rodolfo Alves Pena. Isso, com certeza, não seria uma nação, mas uma alienação!

[1] https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-nacao.htm

3 comentários em “Somos uma nação?

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