A celebração da vida

É inegável, nosso mundo está de cabeça para baixo! Pandemia, governos exóticos, movimentos religiosos buscando o passado, terraplanistas etc. Focando nos terraplanistas fico sem entender o porquê de tal hipótese não ser rebatida com veemência ou mesmo com uma só resposta do meio acadêmico.  Em tempos “normais” qualquer criança de oito (08) ou dez (10) anos derrubaria essa hipótese em poucos segundos. Vejamos como: partindo do princípio que é plana e que a terra gira em torno do sol com movimento, também, em torno do seu próprio eixo, fica fácil verificar que em algum momento quando o sol estivesse na posição de meio dia, seria dia em todo planeta. Sabemos que isso não é verdadeiro. Caso algum terraplanista resolva contestar afirmando que, no momento do sol se pôr, haveriam pontos já na escuridão, no outro extremo, e pontos ainda de dia, fica mais fácil derrubar a hipótese inicial quando seria fácil verificar a outra condição que é quando o sol está “do outro lado da terra”. Então todo o planeta estaria na escuridão. Sabemos que essa hipótese não pode ser verdadeira. Em dado momento ou em qualquer momento congelado no tempo, sempre haverão de existir regiões de dia e outras de noite. Entretanto é totalmente dispensável, percebo agora, dar alguma resposta para essa hipótese tão primária e, totalmente, sem embasamento científico. Reafirmo: é totalmente dispensável; sendo muito mais importante buscar as formas pacíficas e tolerantes de retomar o “fio da meada”, recomeçar, enfim.

Devemos iniciar lembrando que não habitamos, simplesmente, o nosso planeta. Somos parte integrante dele o que significa dizer ser muito difícil a adaptação em outro mundo a não ser que o outro seja igualzinho ao nosso. Significa que devemos recomeçar celebrando a vida tendo em mente essa condição de sermos parte integrante do nosso planeta que, afinal, representa nossa morada.

Significa, então, que devemos iniciar questionando a forma como estamos tratando, cuidando ou zelando essa nossa casa global. A mim parece que estamos tratando muito mal quando, a pretexto de buscar um mundo cada vez mais produtivo, causamos danos, inserimos elementos estranhos ou agredimos o meio em que vivemos. Não falo só da questão ambiental no modo como a abordamos. O fazemos, mesmo por aqueles que se dizem ou acham que são especialistas no assunto mas agem de forma superficial sem conhecimento pleno do problema, de forma errada e leva os “compactadores”, “redutores” ou “alienadores” do nosso modo de viver a investirem sem dó nem piedade de forma deletéria, no nosso mundo físico.

Vejamos um exemplo para sentir o grau de agressividade usado contra nossa morada e que, por sermos parte integrante dessa, nos atingem diretamente. A questão da poluição dos mares, rios, lagos etc. Ficam cada vez mais escassos e distantes os pontos de extração e transporte da matéria prima que conhecemos como água bruta.  Sabemos que em um dado momento, que não mais está distante, não mais teremos de onde extrair essa matéria prima. Seremos obrigados a completar o ciclo de sanear o ambiente domiciliar fazendo a captação, transporte e tratamento da água bruta, tornando-a potável. Em seguida armazenar e distribuir essa água potável para, então, coletar, transportar de volta e tratar esse esgoto doméstico tornando-o capaz de ser usado no ponto de captação da matéria prima, de novo. Para tanto iremos captar e devolver essa água à montante desse ponto de captação. Os custos para manter o suporte à vida serão estratosféricos! É pretensão desses representantes da ultra objetividade serem as únicas formas de vida no planeta terra? Excetuando-se, um pouco talvez, a flora? Que “graça” terá viver em um mundo inóspito como esse? Então, devemos recomeçar reconhecendo que tornar nosso modo de viver tão compacto, tão objetivo, tão focado no consumo desenfreado e na concentração da renda só traz alienação, tristeza e sofrimento. Tudo isso para que o mundo corporativo fique a comemorar o ajuntamento de montanhas de dinheiro que não poderão ser gastos, no tempo hábil, para beneficiar a todos.

Qual o objetivo do gigante norte-americano ao comemorar os indicadores econômicos obtidos como se isso estivesse trazendo algum benefício que sabemos ser imediatista, mas que não resolve o problema maior que é o desequilíbrio total existente entre as populações dos diversos países do nosso planeta, no que diz respeito às suas expectativas quanto ao futuro que se mostra tão obscuro, tão sem vida, tão sem alegria de viver.

Devemos retomar os nossos rituais sejam eles religiosos ou mundanos. A espécie humana precisa desses rituais para preencherem suas vidas.  Para encontrar o equilíbrio entre nossos momentos de tensão e nossos momentos de lazer e ou momentos dedicados a nós mesmos, precisamos disso. Nesse nosso planeta a espécie humana está se tornando agressiva, intolerante e tão desamada resultado desse mundo “compacto”, resumido, tão sem vida e desumano que ora vivenciamos. Para tanto precisamos reduzir a velocidade de como conduzimos nossas vidas que hoje se baseiam na busca de sermos capaz de consumir coisas; sem freios e sem medidas.

Devemos recomeçar buscando o equilíbrio entre o que sabemos existir nos monges budistas e esse mundo do consumo, da intolerância, da vaidade de ser, da ignorância, da ausência da ciência, da ausência do conhecimento e tudo mais que nos tornam prisioneiros de dimensões do saber. Tão primárias que parecem nos aproximar do animal irracional que temos dentro de nós e que levamos tanto tempo para adequá-lo à convivência coletiva.

Devemos recomeçar nos distanciando daquilo que, talvez, seja a causa do atraso das nações africanas dos povos de cor preta. Antecipadamente pedimos desculpas aos irmãos africanos que, pelo que vou afirmar sob hipótese à frente, adotaram um modelo para seu espécime do sexo masculino que o habilita para o uso do poder da força. Tal opção tornou-se um traço cultural e desejado por todos para melhor defender suas conquistas. Num ambiente desses fica difícil prosperar a ciência e o conhecimento que poderiam alavancar o avanço desses povos nessas áreas citadas. A tragédia em Ruanda é um exemplo disso e que abalou o mundo. “O genocídio de Ruanda, também conhecido como genocídio tutsi, foi um massacre em massa de pessoas dos grupos étnicos tutsitwa e de hutus moderados em Ruanda, que ocorreu entre 7 de abril e 15 de julho de 1994 durante a Guerra Civil de Ruanda.[1] “. Hutus era a etnia dominante e massacraram seus irmãos moderados que, muito provavelmente, buscavam o caminho da conquista do futuro através da ciência e do conhecimento.

Devemos recomeçar rechaçando esse movimento que busca nos levar para onde, ainda hoje, estão nossos irmãos africanos. Filosofia da dominação, da alienação e do constrangimento daqueles que enxergam “um palmo adiante do nariz” e que determina: o atraso, o totalitarismo, a destruição do nosso modo livre de viver e que desconhece as instituições vigentes, na busca de mais rápido atingir seus objetivos negacionistas. Mais uma vez pedimos desculpas aos nossos irmãos africanos da cor preta. Em função das opções feitas por esse povo, o mundo criou o hábito de duvidar da sua capacidade de chegar a ser um povo dotado de conhecimentos de ponta, adquiridos de forma natural assim como os demais. É um fardo enorme a carregar, sem motivo algum, já que os estudos científicos não encontraram nem um milésimo de grama que indique qualquer indício de verdadeiro nessa afirmação. A raça preta apresenta todas as condições que as demais apresentam. Então, porque o atraso que leva esses povos a se manterem à margem do jogo internacional na área de livre comércio. A seleção não natural de seus filhos, principalmente os homens, feito pelos povos africanos levará muito tempo para ser revertida dado ao fato de que as condições anteriores ainda persistem.  

Devemos recomeçar rejeitando a filosofia de vida, em todos os seus aspectos, que emana do gigante norte-americano. Para melhor ficar claro lembro-me e aqui relato um documentário que vi em um desses canais existentes na SKY e que, normalmente, se referem a animais africanos tipo National Geographic ou History ou outro qualquer. Dentre outras figuras internacionais lembro-me bem de um assessor especial do presidente W. Bush dissertando a respeito das acusações feitas a esse governo republicano no que diz respeito à ajuda prestada, na realidade não prestada, à população de New Orleans.

[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio_em_Ruanda

Em 29 de agosto de 2005, a cidade de New Orleans, no estado da Louisiana-EUA, foi devastada pelo furacão Katrina. A tempestade entrou pelo Golfo do México, invadindo o continente, levando enchentes e um mar de destruição.

De acordo com esse assessor, não tinha havido nenhum tipo de erro ou incompetência nas ações de ajuda à população dessa cidade. Simplesmente não era prioridade daquele governo atender àquela população de cor preta e que só se preocupava em fazer música ou coisas similares. Segundo ele era uma população que não gostava de trabalhar e que adorava o ócio. Devemos deixar claro que, assim como algumas outras pessoas, nós amamos os EUA e seu povo. Suas ações peregrinas tornaram possível a existência de um povo bravo e que conquistaram seu futuro, hoje presente, através da ciência e do conhecimento científico. Independentemente de quem o permitiu e porque o fizeram. Somos povos amigos e o nosso respeito e admiração pelos seus feitos são claros e de conhecimento de todo o mundo. Entretanto, hoje, esse povo nos parece ter aderido à filosofia republicana de simplificar tudo. De negar o papel do “circo” em nossas vidas porque nem só de “pão” vive o homem e, até, chegar ao extremo de incentivar um genocídio, ora acontecendo no seio da população desse país, quando afirmou que a COVID-19 não passava de uma gripezinha e que nenhuma preocupação deveria ter o povo norte-americano. Ledo engano, a pandemia “entrou” nesse país de forma avassaladora ceifando milhares de vida a despeito do seu representante maior ter dados mostras de ter se arrependido e voltado atrás. Não adiantou nada e seu objetivo, hoje, está parcialmente alcançado quando se apresentam os gráficos indicando desaceleração da ação do CORONAVIRUS. Os apelos para que tudo volte à normalidade são constantes, lá como aqui, objetivando tão somente obter bons indicadores econômicos em detrimento de milhares de vidas que ainda não era chegada a hora pois, a sua maioria esmagadora, tinha uma sobrevida média de muitos anos. O sucesso de um homem ou seu governo são mais importantes que vidas humanas? A história os julgara e, “lá como cá”, haverão de pagar.
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