O nosso Yin e o nosso Yang

É sempre muito interessante ler a respeito dos diversos aspectos que norteiam a cultura chinesa. Um deles me chama a atenção e, ao mesmo tempo, me intriga. Yin e Yang! Muito fácil perceber que a estrutura filosófica formadora dessa parte milenar da cultura desse povo asiático, mesmo até na religião, tem uma deformação na sua identificação pelos povos ocidentais. Não consigo leituras que permitam fazer a mesma afirmação a partir de publicações originais em mandarim, língua oficial desse imenso país.

As publicações ocidentais concentram-se, basicamente, nos aspectos formadores da filosofia taoista, parte dela eu diria, muito próxima do que conhecemos do zodíaco na cultura ocidental. Prefiro me guiar por outros aspectos que, nem de longe, tenho a pretensão de propor ser a verdade por trás dessa filosofia. Prefiro acreditar que, na origem, os chineses tinham a pretensão de explicar a melhor forma ou método de formação equilibrada da mente da espécie humana. O Yin e o Yang seriam os aspectos positivos e negativos que norteiam qualquer fato ou evento. A partir da infância é possível identificar, em muitos educadores, a busca da mente questionadora. Interessante como vemos teorias ocidentais que buscam métodos mais adequados para a formação da mente a partir da educação escolar, quando pretendem melhor formar essas mentes para que sejam questionadoras e capazes de fazer julgamento de valor a partir dos aspectos positivos e negativos, vantagens e desvantagens, certo e errado, sim e não, homem e mulher e verdade e mentira, de forma simplista, frente a qualquer contexto, fato ou evento.  

Não há duvida de que uma mente bem formada é constituída do que seria o Yin e o Yang. Diante de um evento qualquer a mente bem formada seria capaz de, num ato reflexo, identificar as variáveis que norteiam aquele evento elencando os prós e contras. Dentro desse contexto alguns movimentos religiosos poderiam ser contestados já que buscam alienar a mente humana quando pretendem “apagar” o Yin ou o Yang existente numa mente bem formada. É verdade que uma mente bem formada não se deixaria alienar de forma tão simplista. Se pararmos para pensar, veremos que os estudantes de graduação se deparam, constantemente, com esses dois aspectos da filosofia taoista ao elaborarem um projeto qualquer. Se o projetista não for capaz de elencar as vantagens e desvantagens, os aspectos positivos e negativos de um projeto qualquer é porque o seu conhecimento, a respeito, é superficial!

Uma mente bem formada e questionadora é capaz de identificar e nortear sua vida calcada em aspectos que, independente de concordarem ou não com quaisquer eventos ou fatos, resultam em respeito ao direito do outro que numa decisão ou ação direta ou indireta optam por um modo de viver que o faz feliz e mantém sua vida em harmonia com o meio em que vive. Tudo que diz respeito ao indivíduo, no tocante às suas verdades, não é passível de julgamento pelo outro ou pelo coletivo, podendo ser um elenco de pretensas formas adequadas de ser ou agir numa orientação religiosa. A lei comum não pode ter, de forma alguma, artigos, itens ou parágrafos que digam respeito a uma decisão ou ação individual.

No rastro dessa orientação questionamos a criminalização do aborto a partir de crenças religiosas ou moralmente ditas ou consideradas mais adequadas. Nesse aspecto é preciso consultar a ciência – identificamos a base da cruzada moralista contra a ciência e o conhecimento? – para de forma cabal identificar até que momento ou a partir de quanto tempo a mulher deixa de ser uno para ser duo. Às religiões cabe o papel de orientadoras nos seus mandamentos elencados a partir da sua fé. O fato de padres e pastores se mobilizarem para a inserção de punição no código penal, a mim parece, uma demonstração de incapacidade de liderarem seus rebanhos. Todos aqueles que abraçam uma fé, sob orientação de uma religião qualquer, devem professar seus princípios do que é permitido e o que não é permitido sem ser permitido que esses princípios sejam uma imposição a partir de um comportamento alienador.  

Através da literatura ou filmes podemos identificar outros exemplos que nos permitem dar outra conotação ao significado dos termos Yin e Yang. No folclore chinês e no coreano, retratado em livros e principalmente nas telas do cinema, uma referencia a esses dois símbolos nos permitem identifica-los quando se referem ao “reino celestial” e “reino demoníaco”. Provavelmente algo similar ao que conhecemos no ocidente como céu e inferno. Em ambos os reinos, os habitantes possuem poderes só permitidos aos deuses como, por exemplo, uma vida longeva. Alguns já viveram por milênios. Nas relações sociais é possível identificar semelhanças quando comem, namoram, em fim, se relacionam no dia a dia. No plano individual as diferenças são pouco perceptíveis. Entretanto uma diferença muito importante se faz notar no plano do coletivo quando identificamos, para o reino celestial, uma tendência a se vestirem com cores e formas mais leves, a busca incessante pelo equilíbrio da mente através da alimentação e pratica das artes márcias, o hábito da leitura, o cultivo da ciência, a devoção pelo conhecimento e a forma muito particular de vislumbrar o futuro. Já no reino demoníaco é possível destacar o cultivo à personalidade, a centralização dos poderes, a devoção pelo uso do poder da força que obriga seus lideres a buscarem manter o resto da população em obediência alienante, as cores mais agressiva – a cor vermelha e a cor preta são as preferidas – o desprezo pela ciência apesar de gostarem bastante dos resultados dessa na área bélica, a falta de hábito de leitura e a pratica das artes marciais com objetivos de dominação coletiva e/ou individual. Entretanto a diferença gritante entre esses dois reinos reside na forma de “ganhar” o futuro para seus povos: no reino celestial está bem claro que isto será feito através da ciência, o equilíbrio da mente e o conhecimento. No reino demoníaco, por sua vez, a conquista do futuro de seu povo se dará através do uso do poder da força na forma de conquistar riquezas, fazendo a guerra e dominando outros reinos. A decepção é eterna para os habitantes do reino demoníaco, pois o reino celestial está sempre, apesar de em menor número, à frente no que diz respeito às conquistas tecnológicas e a vontade inquebrantável de viver em liberdade.

Qualquer semelhança ao que conhecemos no mundo ocidental, identificado como direita e esquerda, os que cultivam a alienação dos seus povos e os progressistas e as liberdades individuais e a dominação permanente dos povos que lideram, terá sido mera coincidência! Um outro aspecto importante, deixamos para destacar por último: no reino celestial, ao contrário do reino demoníaco, o cultivo incessante das artes, da música, da literatura em fim da parte que o “circo” representa é uma prática diária. O reino demoníaco considera o “circo” de menor importância para que não se perca o foco no labor produtivo. Olhando para trás é possível conquistar o futuro sem muito sofrimento.

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