O Brasil ainda não começou.

De repente me pego a pensar o porquê de nunca ter achado muita graça nos bordões usados pela esquerda brasileira. Sempre me pareceu algo forçado, copiado não cabendo, muito bem, em nosso universo do dia a dia. Estava eu fazendo uma visita a uma pequena obra situada na periferia de Camaçari-Bahia – pequeno BOOSTER para atender zona periférica situada em cota mais elevada – quando, no raio de ação de minha visão e ouvidos, uma discussão me chama a atenção. Um possível funcionário de uma “bodega” que vendia frutas e verduras havia levado um representante de um sindicato qualquer, buscando fazer com que o dono desta “bodega” lhes pagasse um seu pretenso direito trabalhista. Uma pessoa, que comigo trabalhava, me chamou a atenção: “pessoal do PCdoB… muita conversa e pouca ação”. Naquele momento parecia estar em ação. Diante da recusa do dono da “bodega”, este tinha dois funcionários para fazer entregas em domicílio, o representante do sindicato retrucou: “capitalista filho da puta”. Fiquei sem entender nada! Um exagero, sem dúvidas.

Se pegarmos um livro qualquer, confiável, sobre a formação do nosso país veremos que nossa principal luta é a inclusão dos oitenta porcento (80%) de mestiços, pretos, mulatos e outros mais, na condição de cidadão de primeira classe. Assistindo a uma “live” do Pedro Cardoso fui obrigado a lhe dar cem porcento (100%) de razão: “o Brasil ainda não começou”.

É notório que os outros vinte porcento (20%) não aceitam essa reivindicação. Após a chegada da corte portuguesa ao Brasil, segundo Laurentino Gomes, em seu livro “1808 Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil”, foi constatado que dela faziam parte cerca de dez a quinze mil (10.000 a 15.000) parasitas digo pessoas. “A corte chegou ao Brasil empobrecida, destituída e necessitada de tudo. Já estava falida quando deixara Lisboa, mas a situação se agravou ainda mais no Rio de Janeiro. Deve-se lembrar que entre 10.000 a e 15.000 portugueses atravessaram o Atlântico junto com D. João VI. Para se ter uma ideia do que isso significava, basta se levar em conta que, ao mudar a sede do governo dos Estados Unidos da Filadélfia para a recém construída Washington, em 1800, o presidente John Adams transferiu para a nova capital cerca de 1.000 funcionários. Ou seja, a corte portuguesa no Brasil era entre 10 15 vezes mais gorda do que a máquina burocrática americana nessa época. E todos dependiam do erário real ou esperavam do príncipe regente algum benefício em troca do ‘sacrifício da viagem’. ‘Um enxame de aventureiros, necessitados e sem princípios, acompanhou a família real’, notou o historiador John Armitage, ‘Os novos hóspedes pouco se interessavam pela prosperidade do Brasil. Consideravam temporária a sua ausência de Portugal e propunham-se a mais enriquecer-se à custa do Estado do que a administrar justiça ou a beneficiar o público.’”

Se analisarmos atentamente veremos que a situação pouco mudou. No seu livro Projeto Nacional O Dever da Esperança Ciro Gomes afirma: “Praticamente ninguém quer debater o que interessa, o problema econômico, suas raízes, extensão e solução. Este livro tenta de novo suplicar por esse debate. Esse papel é das forças progressistas, – * provavelmente o uso desse termo significa: segmentos da população brasileira que aceitam o fato de que o mundo em que vivemos é dinâmico e mutante em seus hábitos e costumes (*destaque meu) – porque, para os beneficiários da ordem de privilégios para as minorias e miséria da massa e falta de perspectiva para as maiorias populares, nada precisa ser feito, basta cruzar os braços e deixar as coisas como estão. Outro número. Hoje, cinco brasileiros acumulam renda igual às posses dos cem milhões de brasileiros mais pobres, depois de 25 anos de governos autointitulados social – democratas ou de esquerda”.

Gostaria imensamente de identificar a árvore genealógica dessa minorias que não sabem viver a não ser a custa do suor e labuta das maiorias. É provável que encontremos ascendentes inseridos naqueles “10.000 a 15.000” que cita Laurentino Gomes. Vemos que a luta aqui não é simplesmente luta de classes e sim a necessidade de reconhecermos que os oitenta porcento compostos de pretos, mulatos, mestiços de toda ordem e cafusos do inicio da nossa republica são quem realmente representam e formam o povo e/ou a raça brasileira que deve tomar forma na figura desse belíssimo exemplar da figura abaixo. Seremos um povo de cor morena e cabelos crespos, fruto de uma miscigenação de alto espectro formado por todas as três raças básicas: raça preta, branca e amarela. A seleção natural haverá de se encarregar de selecionar as melhores qualidades de cada raça para compor a nossa. Não pedi autorização à jogadora Jaque da seleção brasileira de volei. Qualquer reclamação seremos forçados a retira-la.

Obras citadas nesse post.

GOMES, Laurentino. 1808 – Como Uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. 2ª reimpressão. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007. 414 p.

Gomes, Ciro
Projeto nacional: o dever da esperança / Ciro Gomes. – São Paulo: LeYa, 2020. 272p. ISBN 978-65-5643-003-4 1. Economia – Brasil 2.Ciência política – Brasil I. Titulo  20-1854 CDD 320.0981

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18 comentários em “O Brasil ainda não começou.

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