Uma nova liderança com experiência

Opinião - O jeito Ciro Gomes de ser

Sou um eleitor independente, eu acho. Nessa área faço igualzinho ao que faço no futebol! Gosto muito mais do espetáculo do futebol do que de qualquer time. Poderia se dizer que sou um vira casaca, um infiel, por assim dizer. Na política nunca me interessei por siglas partidárias que, independente das boas intenções – o inferno está cheio dessa gente bem intencionada – o que interessa são os resultados. Boas intenções não resolvem os problemas nem atendem às nossas expectativas. Se olharmos bem veremos que os que se intitulam verdadeiros esquerdistas adotam um comportamento esquisito, para dizer o mínimo. Por exemplo: os partidos ditos comunistas aqui no Brasil, PCB e PCdoB. São favoráveis a um sistema econômico comunitário como o é o sistema comunistas – interessante nunca vi nenhum partido capitalista – no entanto são os que mais falam em sistema democrático (ninguém sabe o que é isso) confundindo-o com regime democrático. Necessário se faz esclarecer que não existe sistema democrático, quer dizer, pensando melhor porque aqui no Brasil inventamos tudo e queremos impor ao  país, principalmente quando “inventado” no sudeste, é capaz de existirem tais coisas. É uma coisa impressionante a mania desse pessoal de querer inventar verdades. Até inventam os nomes das nossas vogais. O “e” é “ê” e o “o” é “ou”. Para minha decepção um amigo me disse que isso é ensinado nas escolas. Em que “nuvem celestial” estão gravadas essas pérolas?

Temos outras dos partidos chamados socialistas. Como os anteriores só falam em regime/sistema democrático, democracia, etc. Como isso se nos regimes socialistas não existe democracia? Não estamos aqui defendendo esse ou aquele regime ou sistema. Acredito que num ambiente onde não haja boicotes ou empecilhos, colocados artificialmente, ambos podem alcançar bons resultados. Isso depende, tão somente, de quem está no comando. Não são os partidos ou as boas intenções que fazem a coisa acontecer. É verdade, de vez em quando ficamos sem opção e elegemos Jair Mecias Bolsonaro presidente de um país de duzentos e dez milhões de habitantes. Fosse no Haiti seria menos problemático. Entretanto, como já disse antes, boas intenções não fazem um bom gestor público. É verdade, também, que o ambiente era propício depois de três presidentes inadequados: Lula, Dilma, Temmer. Mas, não devemos desistir de encontrar um bom gestor público. Esse negócio de abandonar as opções existentes para abraçar um candidato de quem nada sabemos não é nada bom, a não ser o fato de que nunca administraram nada além do dinheirinho extra do gabinete de deputado obtido com a famosa rachadinha. É bom esclarecer: um amigo, que não vou fulanizar, me disse que não existe um único deputado que não a adote como forma de aumentar seus rendimentos. Devemos emergir desse mergulho que demos, no escuro e de olhos fechados, e  pararmos para pensar em quem devemos votar nas próximas eleições para Presidente do Brasil. Espero pelo menos que o mesmo não se encha de vaidades e queira inventar palavra nova que é responsabilidade do povo, ao longo do tempo, em função da posição que cada povo ocupa no tempo e no espaço. Olha que coisa impressionante: Presidenta Dilma! Qual a importância de se criar essa palavra? Dizer aos quatro ventos que “não vamos respeitar nada nem instituição nenhuma” e vamos fazer o que quisermos até mesmo roubar ou emprestar dinheiro ao Peru, Cuba, e lá vai pedra.

Se você consegui ler até aqui sugiro ler o final. É uma cópia ipsis litteris de uma página de um site que identificarei no final. Não me preocupo em copiar essas coisas. Nos dão maior credibilidade, até.

[*] Edson Júnior

Tenho acompanhado em alguns grupos de WhatsApp discussões sobre pré-candidaturas à Presidência da República e um nome que vem ganhando destaque é o do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Em um dos grupos dos quais participo, a discussão era sobre o jeito Ciro de ser.

Para uns, um cara bruto; para outros, um cara honesto e talhado para a gestão púbica. Um cara preparado. O que ficou de resumo é que nenhum malfeito ou ato de corrupção é verificado em sua biografia, e isso importa muito.

No momento de escolher representantes para os poderes legislativos ou executivos, o gostar do eleitor deve ser pela biografia e preparo dos pretendentes para o cargo em disputa, não o jeito meigo de falar. 

Vamos ao ponto: Ciro Gomes é um bom nordestino, de sotaque forte e jeito sertanejo, não tem meiguice quando agredido em seus conceitos de vida, e ao tratar de política sua fala é a da indignação que habita cada um de nós, fala do inconformismo com as coisas injustas que sobejamente acontecem em nosso país. 

Poderia listar aqui seus feitos nos mandatos que exerceu como prefeito de Sobral e governador do Ceará e nos cargos de ministro da Economia e da Integração Nacional, mas não é o propósito do artigo traçar essa biografia de Ciro Gomes, apesar da luz que se abriria sobre suas qualidades como gestor. Voltemos ao jeito Ciro de ser.

Às vezes sobe o tom pela veemência com que defende seu pensamento, mas isso não é algo que o condene no trato da coisa pública. Além do mais, são episódicos os casos de uma fala mais vigorosa. Atire a pedra quem nunca deu um piti – gíria popular que expressa chilique.

Fato: Ciro tem qualidades para concorrer ao Governo Federal e é o que importa, principalmente no momento em que o Brasil está bagunçado, padecendo com o atual governo.

Ciro tem conhecimento sobre políticas públicas nos variados temas, estudou com profundidade gestão pública, macro e microeconomia, já foi prefeito, governador, deputado federal e ministro de pastas importantes. Nunca foi notícia por corrupção nos cargos que exerceu.

Quando fala duro, já disse lá atrás, é pela veemência e vigor na defesa do que pensa. Quando eleva o tom, é pela necessidade de denunciar mazelas que agridem o povo. Se não compactua com corruptos e fala duro, é exatamente o que todos queremos do nosso representante. Ou não?

Portanto, o jeito de ser e de falar de Ciro Gomes é menos importante que sua capacidade e honestidade para ajudar o país a sair da tormenta em que se encontra. 

O Brasil não está em um concurso para a escolha de um mister ou miss simpatia. O concurso é para definir quem será e o que fará o próximo presidente para colocar o país nos trilhos do progresso para as futuras gerações. É disso que devemos falar. Não o jeito de falar de Ciro. 

Júnior, E. (22 de Maio de 2020). APARTE. Acesso em 12 de Junho de 2020, disponível em JL POLÌTICA: http://jlpolitica.com.br/colunas/aparte/posts/sergio-reis-esta-maduro-preparado-e-pronto-para-mudar-destino-de-lagarto-diz-jeronimo/notas/opiniao-o-jeito-ciro-gomes-de-ser

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