Líderes do nosso tempo

Depois de ouvir uma coaching dizer que umas das qualidades daquele líder era que ele “dominava a conversa”, me peguei a pensar o que, realmente, significava aquilo. De repente me veio à mente algumas figuras do meu relacionamento, uma em especial, que, de repente, começaram a ter um comportamento esquisito quando nos reuníamos para conversar. Essa figura ficava em constante marcação para, diante de qualquer vacilo daquele que tinha a palavra, tomar o controle da conversa. Eu, ingenuamente, achava que a tal figura tinha enlouquecido, literalmente falando.  Nada disso, a figura em questão estava exercendo a sua “liderança” durante uma reunião, totalmente casual, entre parentes e amigos.

Outro aspecto a ser inserido nessa contextualização diz respeito ao significado da palavra “líder” em situações não similares. Quando nos referimos ao gestor, num ambiente empresarial, pensamos nas qualidades que esse “líder” deve ter. A seguir vamos elencar essas qualidades:

  • Conhecimento de causa;
  • Visão de futuro;
  • Comunicativo;
  • Conhecer bem o seu time;
  • Ser exemplar;
  • Escutar a equipe
  • Feedback
  • Ser educado
  • Inovador
  • Criatividade

Por muito tempo trabalhei em uma empresa de grande porte da administração indireta do estado da Bahia. Nunca vi ninguém que chegasse, sequer, perto disso. Seja na minha empresa seja em outras como a Odebrecht, por exemplo. Para um gênio da mente superequilibrada como esse “líder” delineado acima, quanto deve ganhar por mês de salário? R$ 1.000.000,00 (Um milhão de Reais)? Será que existe, realmente, alguém que preencha todos esses requisitos? Dizem as más e boas línguas que certo empresário domiciliado na cidade de Salvador na Bahia, chega bem perto dessa qualificação. Trata-se do Dr. Mário Kertész, CEO da rádio metrópole 101,3 MHz. Além do fato de ter sido bem sucedido tanto na administração pública quanto na privada(vixe), o Dr. Mario de Melo Kertész tinha uma qualidade que, na verdade, nunca a presenciei. Ouvi isso de uma amiga que, por falta de ter o que fazer, decidiu fazer um curso de radialista ou de rádio, não sei ao certo.  Nesse bem dito curso ela se deparou com essa figura de muito valor, em todos os sentidos, que, constantemente, tinha que chamar a atenção dos colegas sobre o fato de que o instrutor já tinha chegado e estava a esperar que todos deixassem de baba-lo. Isso é o que se chama, realmente, de um líder que dominava a conversa. Mas, em que termos isso acontecia? A dominação se dava naturalmente porque era, exatamente, isso que todos queriam: ouvi-lo falar por horas a fio. Agora me digam, sinceramente, que cena insuportável uma pessoa tentando dominar a conversa, com tanta volúpia, que a veia do pescoço parecia que ia explodir.

Em outra ocasião, tive o prazer, incomensurável, de ouvir um jornalista baiano, da cidade de Itaparica, falar por horas e horas após chegar da Inglaterra. Além do vozeirão possuía uma cultura e retórica incomparáveis. Digo retórica me referindo à forma clara e objetiva com que se comunicava que, como disse atrás, a beleza estava na forma, independente do conteúdo. Esse baiano, de grande valor, voltei a encontrar não mais na rua e sim na televisão. Tratava-se do João Ubaldo, jornalista e escritor de sucesso. Naqueles idos dos anos setenta (1970) o pessoal de Itaparica tinha uma propensão a se juntarem ali no bairro da Saúde nas proximidades do supermercado número um (01) do sergipano Paes Mendonça. Encontrei-o, para minha felicidade, por duas ou três vezes no Edifício Oxossi situado na esquina da Av. Joana Angélica e a Rua Prisco Paraiso. Aquilo sim é que era uma liderança natural. Ninguém tinha interesse em lhe tomar a palavra.

Diante de tudo isso é possível extrapolar e tentar entender o porquê desses três países terem elegido lideranças com tendências beligerantes ou, no mínimo, temerárias: Brasil, USA e a Inglaterra. Fico a imaginar alguém querendo, a qualquer custo, assumir a liderança de um grupo, uma cidade, um estado ou uma nação. Não possuem as qualidades necessária, citadas acima, para assumirem tal liderança e ficam na espreita de um erro atroz das lideranças mais palatáveis o que quer dizer mais humanas.

Diante da pandemia da COVID-19, causada pelo coronavírus, os três tiveram comportamentos parecidos: as vidas humanas não tinham importância, mas sim o sucesso dos seus governos. Após dizer que seria uma simples gripezinha o presidente americano, diante do caos que se instalava no sistema de saúde americano, voltou atrás e passou a dar ouvidos ao seu especialista na área que previu em torno de duzentas mil mortes. Acredito que o povo americano não engoliu essa. O outro esquisito, agora da Inglaterra, repetiu a mesma coisa e depois de pegar a doença passou a dar mais atenção à vida de seu povo.

Aqui no Brasil o nosso esquisito repetiu a mesma coisa: uma gripezinha e, até hoje, não mudou de opinião introduzindo no noticiário nacional, pérolas capazes de fazer tremer até o mais valente dos homens:

  • O isolamento deve ser vertical, ninguém até hoje sabe o que é isso. Talvez a ex-presidenteeeeeeeeeee Dilma Rousseff que, durante uma entrevista destrambelhada, falou sobre o assunto afirmando ser a família um isolamento horizonta, ou qualquer outra coisa parecida  com organização. Fiquei sem entender nada! Horizontal, a família? Não seria vertical já que acima vêm os pais depois os filhos que podem ser verticalizados citando: os filhos mais velhos os do meio e os caçulas.
  • De qualquer jeito vai haver mortes, então para que isolamento? Isso falou numa Jet-ski sendo filmado por uma fã de gosto e inteligência duvidosos.
  • O que será do camelô, do ambulante, do vendedor de churrasquinho, da diarista, do ajudante de pedreiro, do caminhoneiro e dos outros autônomos com quem venho mantendo contato durante toda minha vida pública? (…) Se fecharmos ou limitarmos movimentações, o que acontecerá com essas pessoas, que têm que trabalhar todos os dias e que têm que ganhar o pão de cada dia todos os dias?
  • Minha preocupação sempre foi salvar vidas, tanto as que perderemos pela pandemia, quanto aquelas que serão atingidas pelo desemprego, violência e fome. Coloco-me no lugar das pessoas e entendo suas angústias. As medidas protetivas [referindo-se à quarentena, fechamento de escolas etc.] devem ser implementadas de forma racional, responsável e coordenada.
  • O vírus é uma realidade, ainda não existe vacina contra ele ou remédio com eficiência cientificamente comprovada, apesar da hidroxicloroquina parecer bastante eficaz,
  • O coronavírus veio e um dia irá embora. Infelizmente, teremos perdas neste caminho. Eu mesmo já perdi entes queridos no passado e sei o quanto é doloroso (…). Todos nós temos que evitar ao máximo qualquer perda de vida humana. Como disse o diretor-geral da OMS: ‘Todo indivíduo importa’. Ao mesmo tempo, devemos evitar a destruição de empregos, que já vem trazendo muito sofrimento para os trabalhadores brasileiros.
  • O efeito colateral das medidas de combate ao coronavírus não pode ser pior que a própria doença. A minha obrigação como presidente vai para além dos próximos meses. Preparar o Brasil para sua retomada, reorganizar nossa economia e mobilizar todos nossos recursos e energia para tornar o país ainda mais forte após a pandemia.

Inacreditável que um presidente não consiga manipular mais de uma variável ao mesmo tempo. As outras variáveis seriam: as mortes causavam um sofrimento inigualável devido a um pequeno detalhe esquecido: o fato de que as pessoas que morriam, até poucos dias atrás, estavam gozando de saúde plena e de repente a morte; a pressão insuportável sobre o corpo médico diante de um quadro onde não existissem leitos adequados para todos os doentes e, em decorrência deste, o colapso do sistema de saúde, fazendo com que pessoas viessem a morrer nas ruas, na frente dos hospitais e corredores desses hospitais em busca de atendimento que jamais viriam a ter.

O que aconteceu no Brasil? Possivelmente uma total descrença nas lideranças políticas que pareciam barganhar, o tempo todo, como se estivessem a dizer: pior conosco numa corrupção desenfreada verdadeira endemia, do que com governos autoritários que venha tentar interferir e ou modificar nosso modo de viver. De repente a paciência se foi e, mesmo os mais conscientes, embarcaram numa aventura seguindo uma liderança que não apresenta sequer uma das qualificações exigidas de um gestor.

No momento que digito esse post ouço, na televisão, noticias sobre o comportamento corrupto de dois governadores: Pará e Rio de Janeiro. São lamentáveis tais situações, pois elas dão novo folego a esse governo que estava a perder prestígios e volta a tomar fôlego.

Necessário se faz que instituições que apresentam essa doença da corrupção assim como comportamentos prepotentes e lideranças gastas que já deu o que tinha que dar e que devia ficar em casa, de pijama, curtindo sua cachacinha, assumam novas posturas legislando no que diz respeito às leis penais contra seus possíveis desvios de conduta.

Urge que uma nova liderança assumindo uma postura, talvez como a prevista pelo primeiro ministro inglês sobre uma possível terceira onda, que viesse atender aos anseios de todos que compõem a população brasileira que teriam que assumir renuncia inerente a uma convivência coletiva.

Sabemos ser essa tarefa algo, praticamente, impossível, pois após a proclamação da república no Brasil existiam dois tipos de cidadãos: um de primeira classe e que representava vinte (20) por cento da população e a outra de segunda categoria cuja única aspiração seria o branqueamento da raça sem direito a passar para a primeira classe e representava oitenta (80%) por cento da população. Outro agravante é o fato de que, na chegada da família real portuguesa ao Brasil, trazia junto seis mil (6.000) parasitas que compunham a corte portuguesa em Portugal. Alguns voltaram assim como alguns não eram, na verdade, parasitas, mas sim trabalhadores que vieram junto com a corte e seguiram trabalhando aqui após o retorno da família real. Os parasitas se instalaram aqui ocupando residências dos descendentes portuguesas, já brasileiros, sem pagar aluguel e enriqueceram de forma ilícita usando de favores da família real. Muitos voltaram ricos para Portugal, mas quais famílias ficaram aqui com o mesmo propósito?

Possíveis teorias só no próximo post…

ACESSÓRIOS FEMININOS
GRANDES OFERTAS
TUDO PARA SUA CASA
SUA LISTA DE DESEJOS
PROMOÇÕES
NOVO USUÁRIO GANHA PRESENTES

Compartilhe nas redes sociais

Deixe uma resposta