Algum parente do Tite foi sequestrado durante a copa do mundo?

Nesses tempos de pandemia, me faz falta as conversas na barraca do Manuel na terceira ponte na praia de Jaguaribe. Normalmente quando não estou pescando para lá vou buscando socializar, da melhor forma que posso. Falamos, basicamente, sobre duas coisas: política e futebol.
Na última vez que por lá estive iniciamos uma breve conversa sobre futebol, mais precisamente a seleção brasileira. Desde a copa do mundo alguns eventos nos deixavam intrigados. Voltando no tempo me vejo sentado no sofá da sala assistindo ao primeiro jogo Brasil X Costa Rica. De imediato percebo que o Renato Augusto não é titular, como já vinha acontecendo nos últimos jogos preparatórios. Busco, no meu notebook, consultando o google, ver, com mais detalhes, a convocação dos nossos jogadores e, para minha surpresa e decepção, percebo que o Felipe Coutinho havia sido convocado como “meia”. Era a indicação de que o técnico da nossa seleção estava marginalizando o Renato Augusto. Buscava atender a quem com aquela mudança tão diferente da sua trajetória no futebol brasileiro?

Afirmações tipo “o técnico não entende nada de futebol” são difíceis de aceitar em função do currículo do nosso técnico. Foi campeão em todas as modalidades de competições existentes no nosso continente. Foi campeão estadual pelo Corinthians assim como campeão da copa do Brasil, campeonato brasileiro, libertadores e, o mais significativo, campeão do mundo. Em todas as competições jogou tendo como formação de partida, na partida de futebol, um 4-3-3 muito bem organizado e com tendências mais defensivas do que ofensivas. Então, só nos resta a perplexidade frente ao fato de que esse mesmo técnico disputou uma copa do mundo num 4-2-4 totalmente inexplicável. O Felipe Coutinho joga, assim como o Neymar, numa posição que antes conhecíamos como ponta de lança o que significava ser ele um atacante que volta para iniciar o ataque final em direção ao gol do adversário. Num 4-2-4 original ele seria o Zico do Flamengo, Pelé do Santos ou o Bobo do Bahia campeão brasileiro em 1998. Compunha o meio de campo sem obrigação de executar, sistematicamente, a função defensiva como o faz um meia numa formação do tipo 4-3-3. O Neymar, bem adaptado a essa formação, jogo como o novo ponta de lança “caindo” pela esquerda para dar espaço ao centro avante e os meias que chegam de surpresa na zona de ataque ao gol adversário.

Sinceramente, fosse eu um delegado da polícia federal e apaixonado como sou do futebol, mais do que de qualquer time, iniciaria uma investigação com o objetivo de deixar bem claro se nenhum parente mais próximo do nosso técnico fora sequestrado. Não vejo outra explicação além da possível interferência para a escalação do Felipe Coutinho.

Durante a disputa da copa do mundo ficava claro que a seleção brasileira jogava toda torta em função de ter na esquerda, três jogadores fazendo a mesma função: Neymar, Felipe Coutinho e o Marcelo, inicialmente. Sempre que um estava articulando uma jogada os outros dois ficavam à espera do desfecho sem se posicionarem como opção para receber o passe para a investida final ou para reiniciar a jogada. Sem sombras de dúvida estávamos jogando com um jogador a menos, razão de tantas dificuldades para vencer adversários, notoriamente, inferiores, futebolisticamente falando. Nada justificava a marginalização do Renato Augusto como viriam a afirmar a “posteriore” o Zico e o Falcão. Notadamente o Renato Augusto era muito mais produtivo, na função, do que o Felipe Coutinho. Tanto compondo o meio de campo, atacando ou defendendo. Passada a copa do mundo, no primeiro jogo amistoso, a seleção brasileira foi escalada como na copa, como que para afirmar que era uma posição firmada baseada em fatos da realidade do futebol. Nada mais longe da realidade essa possibilidade.  

Acredito que essa atitude tresloucada tem justificativa em afirmações de entendidos da arte do futebol que diziam ser a razão do sucesso da nossa seleção, durante as eliminatórias, o fato de que o técnico havia convocado os jogadores certos, colocando-os nas suas posições originais como o faziam nos clubes. Nada mais verdadeiro! Nesse particular o Renato Augusto era imprescindível face ao fato de que o Paulinho compunha bem na parte defensiva, mas era desleixado na transição. Seu comportamento tipo João bobo, na transição defesa ataque, era sua arma secreta assim assumida pelo comando da seleção: chegar de surpresa para finalizar. Tal fato tornava, mais ainda, inquestionável a necessidade de escalar o Renato Augusto mesmo que estivesse com “uma perna quebrada”.

Futebol, no Brasil, é uma posição estratégica face ao amor inusitado do nosso povo por essa arte mundial. Não é possível permitir que ingerências outras venham a colocar “pra baixo” o nosso futebol arte competitiva. De repente tínhamos um time fabuloso que massacrou a seleção do Equador, até então líder das eliminatórias, em sua própria casa quando percebíamos a dúvida dos jogadores equatorianos: se atacassem vinha o contra-ataque fulminante. Se recuava “chamava” a nossa seleção para o ataque infalível com o Neymar, Gabriel de Jesus e o Willians.

O que realmente aconteceu para que o Renato Augusto fosse marginalizado na nossa seleção? Dado ao fato de que essa arte é estratégica em nosso país, uma investigação se fazia necessária depois da última copa do mundo de futebol e se faz necessária hoje face aos resultados medíocres obtidos por nossa seleção.

O que me credencia tecer esses comentários sobre futebol. Cinquenta e cinco anos curtindo o futebol como minha principal atividade de lazer seguida por: pescar, caçar (quando jovem), acampar, dançar, curtir música clássica, etc. Por exemplo: adoro ver jogos de voleibol e o faço desde muito cedo. No ensino médio tive um professor de educação física que nos ensinou os fundamentos desse esporte. Então, sou capaz de imaginar o quanto esses atletas trabalharam duro para chegarem ao nível que chegaram. Entretanto não me considero capaz de fazer nenhum tipo de julgamento quando vejo um jogo de vôlei. A algum tempo atrás ao assistir um jogo do Osasco X Sesc Rio do Bernadinho, eu torcia pelo Osasco, fiquei muito atento para detectar o que fazia a diferença numa partida entre esses dois times, já que o Osasco não ganhava uma sequer, e não consegui identificar o porque das derrotas seguidas. O Osasco possuía uma verdadeira seleção brasileira – Sheila no auge – e o SESC Rio não lembro se tinha alguma convocada, talvez a atual companheira do Bernadinho. Será, então, que o José Roberto errara nas convocações? Não me atrevo a dizer nada, pois não sei, sequer, as regras básicas, desse esporte, pois essas mudaram muito ao longo do tempo. Mas, futebol, eu joguei de chuteiras e conheço as regras básicas. Então, sou perfeitamente capaz de fazer comentários como os fiz acima.

Em resumo: tem algo de muito podre na CBF, de novo!

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